Como nossos pensamentos interferem no que sentimos e em como agimos?

Já parou para pensar em como nossos pensamentos interferem em nossos sentimentos e, consequentemente, em nossas ações? Vamos lá, imagine que você tem um único dia de folga na semana e bem nesse dia tem uma peça de teatro em sua cidade que você quer muito ir ver. Você então manda mensagem para seu amigo para convidá-lo para ir, mas ele já tem compromisso nessa data, manda para outro, outro e outro, mas infelizmente nenhum de seus amigos estão disponíveis nessa data.

Vamos então avaliar um pouco mais a situação:

Folga + peça de teatro que você quer muito ir ver = empolgação, alegria e talvez ansiedade (possíveis sentimentos gerados pela situação).Seus amigos não podem ir com você e não tem mais ninguém a quem chamar = frustração, talvez raiva e ansiedade (possíveis sentimentos gerados pela situação).Você então tem duas opções: ir sozinho ou não ir.

Caso tenha optado por não ir, antes de ter tomado a decisão, você provavelmente pensou a respeito, certo?

Possíveis pensamentos que te levaram a tomar essa decisão:

  • “Não vou sozinho porque ir sozinho não tem graça”;
  • “Até queria ir sozinho, mas todo mundo vai com alguém e vou ser o único sozinho lá”.

Esses dois pensamentos são exemplos de erros cognitivos e para compreendê-los precisamos conhecer os pensamentos automáticos. Pensamentos automáticos são cognições que passam com rapidez em nossas mentes e que geralmente não são submetidas a uma avaliação racional minuciosa (Wright, Basco & Chase, 2008).

Já os erros cognitivos ou distorções cognitivas são pensamentos automáticos distorcidos, ou seja, que geram emoções angustiantes e comportamentos desaptativos.

Recapitulando: Você estava de folga, tinha uma peça que queria muito ir, chamou seus amigos, mas nenhum pode ir, escolheu então não ir. Quais possíveis sentimentos essa escolha irá te trazer?

Se sentiu triste, angustiado, arrependido ou frustrado? Você teria se sentido melhor se tivesse optado por ir?

Esse é apenas um exemplo de como nossos pensamentos interferem na maneira como nos sentimentos e nos comportamos.

Mas temos muitos outros no dia a dia:

  • “Não vou a festa porque engordei e vão ficar me olhando!”;
  • “Vou recusar a proposta de emprego porque não vou dar conta”;
  • “Não vou dar a palestra porque vou ficar nervoso e gaguejar”.

E enquanto isso a vida vai passando e as oportunidades também.

Quando identificar esses pensamentos questione-se, qual a evidência que você tem que eles são verdadeiros?
Não permita que esses pensamentos te controlem e te roubem a beleza da vida.

Se você não é a Mãe Dinah, por que quer prever o futuro?